MUDANÇAS NO HORIZONTE

A única constante da vida é a mudança e como dizia minha sabia avó:

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

A condição atual de qualquer coisa não será a condição de qualquer coisa num futuro próximo. Portanto deveríamos utilizar menos o verbo ser e mais o verbo estar…

Seja na empresa ou na praça ao lado de casa, seja em nossos corpos, em nossos relacionamentos ou em nossos pensamentos, a única constante é a mudança de estado.

Vindo de fora ou de dentro de nós mesmos, as causas de tantas alterações confrontam a nossa permanente vontade de controle sobre tudo e sobre todos. Nossas resistências às mudanças provocam muitas de nossas neuroses cotidianas e motivam a busca por ajuda especializada em muitas situações.

Na empresa temos até um item contábil reservado para a contabilidade do “desgaste” (mudança de estado) dos recursos materiais cujo objetivo seria “resgatar” o investimento feito na aquisição do patrimônio no passado, o famigerado item “depreciação” inserido na categoria Ativo Imobilizado dos balanços empresariais.

Em nossa vida pessoal fazemos planos de aposentadoria privada ou publica na esperança de enfrentarmos a inevitável velhice com alguma independência financeira e algum conforto material…

Entender, enfrentar, se ajustar ou apenas aceitar as inevitáveis, muitas vezes imprevisíveis e surpreendentes alterações do dia a dia? Em todos os casos, você decide.

Para você isso pode ser assustador, ou talvez seja excitante.

Passar por novas estruturas organizacionais, alterações de processo, mudanças de posição, de função e de emprego com otimismo e coragem, acreditando que fará o seu melhor fortalecerá a sua confiança, incrementará a sua autoestima para as próximas vezes e acrescentará ao seu C.V. o item experiência.

Afinal, mar calmo nunca formou bom marinheiro.

Se algumas pessoas não gostam das mudanças da vida e gostam da rotina, de saber como começará e terminará o dia, de assistir o mesmo programa de TV toda noite ou sentar na mesma poltrona no cinema, outras preferem sempre as novidades e possibilidades de novas aventuras.

Seja qual for a sua atitude perante as novidades, se de medo ou de alegria, alguns acontecimentos parecem ser unanimes em nos causar tremendo desconforto perante a inevitável inconstância das coisas:

– A falta de conhecimento de como tais alterações nos afetarão em nosso dia a dia,

– A surpresa causada pela repentina mudança, isto é, nenhuma informação prévia que tenha sido emitida para nos prepararmos para a nova condição,

– A costumeira falta de justificativa para as mudanças provocadas pelos responsáveis pelas mesmas,

– A falta de atenção e cuidados para com as efetivas consequências das mudanças provocadas pelos responsáveis pelas mesmas,

Quando somos forçados a uma mudança que não queríamos ou que não planejamos, quanto desconforto, receios e aborrecimento nos causam. Pelo contrário, que sensação de poder e satisfação nos causa a mudança que por nós foi planejada, sonhada, meticulosamente pensada e provocada!

Gostando ou não de mudanças, algumas situações são tremendamente favoráveis e na maioria das vezes nos trazem um tremendo alivio e expectativa de dias melhores:

– Quando aquela alteração de status ou condição, por nós planejada, acaba de acontecer,

– Quando prevemos um profundo impacto pela alteração de algo que se anuncia e este algo simplesmente não acontece ou acontece de outra forma,

– Quando algo ou alguém que nos atrapalhava simplesmente não mais se apresenta em nossa rotina, que alívio…

– E a melhor de todas, aquelas mudanças que provocamos definitivamente por não querermos mais a antiga situação. O famoso: “basta desta encrenca”.

Já que a única constante da vida é a mudança, duas coisas deveríamos sempre ter em mente. Primeiro: planejar e agir de forma que as mudanças nos sejam favoráveis e segundo, quando não forem, nos ajustarmos a situação da melhor forma possível e continuarmos planejando para que a próxima, que certamente ocorrerá, nos compense.

E se novidades fazem parte da rotina, melhor não esperar, vamos em frente com otimismo e coragem que é chegada a hora de mudar.

Permitir que a “falta” possa criar o vácuo para atrair o novo.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.”

Fernando Pessoa.

 

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5 thoughts on “MUDANÇAS NO HORIZONTE

  • Salvador Balaguer

    Gostei do artigo e gostaria de receber os próximos.

    Muito obrigado e fraterno abraço, Salvador

    Responder
  • Denise Barbezani

    Pedro, Parabéns! Sucesso, Sempre!

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  • Celina

    Parabéns! Excelente reflexão… muito adequada ao momento que todos vivemos: necessidade de adaptação.. adequação..até reinvenção! Abs

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  • Mario Tedeschi

    Olá Pedro Lúcio,
    concordo com seu pensamento.
    Vejo que seja importante monitorar os planos por meio de indicadores de performance.
    Caso queira conversar a respeito, me contate.
    Abraços
    Mario

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  • Ana Gomes

    Nada mais permanente do que as mudanças…
    Uma coisa que ouvi muito no curso de psicanálise foi: quando a dor de ficar é maior que a dor de mudar, a gente muda.
    Texto muito bem escrito e muito sábio.
    Mas isso já é de se esperar, partindo de você.
    Sucesso sempre!!!!!

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