RELACIONAMENTOS E O NETWORKER (2)

Como disse um funcionário meu na entrada de um hotel onde teríamos um Workshop no fim de semana e precisávamos dividir os quartos entre os participantes: com quem trabalhar escolhe você, mas com quem comer ou dormir escolho eu…

Obviamente não seria na atividade de networking que está máxima da vida deixaria de ter um efeito devastador: me diga com quem andas e te direi quem tu és, e atualizando, … te direi se vou junto.

Se conscientemente escolhemos nossos caminhos e nossas companhias, não poderíamos jamais culpar a outros por nossos resultados… e não é bem o que acontece a nossa volta, certo? É muito comum encontrarmos pessoas justificando péssimos resultados com base nas falhas de outros.

Os resultados obtidos pelo networker em seus relacionamentos direcionados a atividade profissional (networking) dependerão e muito da correta escolha das conexões a serem estabelecidas, do treinamento das atitudes a serem demonstradas, da definição e execução de ações efetivas que promovam as conexões certas.

Se na maioria das ocasiões importantes da vida nós pouco escolhemos, nós geralmente somos escolhidos, como em concursos, empregos, promoções, casamentos, etc.., temos que ter em mente que na atividade de networking isso também acontecerá.

Uma saudável mistura de minhas escolhas com as escolhas de outros, uma pitada de acaso e confluência de misteriosas energias e pimba !!. Eis que conectamos com as pessoas certas…, sim, aquelas que também nos escolheram.

Portanto ajude a natureza, não seja cabeção, seja simpático e seja o escolhido.

Iniciando a sequência de ações e atitudes adequadas ao desenvolvimento de bons relacionamentos, é necessário querer se relacionar com pessoas e isso já evidencia uma das grandes barreiras enfrentadas pelos iniciantes na arte de conectar com pessoas: baixa autoestima.

É preciso vencer a dificuldade de tomar a iniciativa, fazer uma ligação e provocar um encontro ou mesmo uma conversa por telefone que seja. É preciso acreditar que as pessoas, embora diferentes, funcionam mais ou menos da mesma forma, passam pelas mesmas dificuldades e necessitam basicamente das mesmas coisas.

Seja sincero desde o início e acredite, as pessoas te aceitarão. Todas elas sabem que não existe um indivíduo que caminhe sobre a terra e que seja perfeito.

Claro que em algumas ocasiões tais encontros resultarão em coisa alguma. Talvez até um certo desconforto com alguns tipos menos simpáticos ou mais exigentes. Mas sempre devemos ter em mente que isso faz parte do aprendizado e da experiência com pessoas.

Nesses encontros ou em qualquer outro onde pessoas conversam, deveríamos sempre utilizar nossos equipamentos de forma proporcional. Se temos dois ouvidos e uma boca deveríamos sempre ouvir mais e falar menos.

Isto sim é uma habilidade a ser desenvolvida se quiser ter sucesso com relacionamentos, com pessoas e consequentemente com networking. Pessoas, eu, você e todo mundo adora ser ouvido. Quer agradar alguém? Ouça-o com a intenção real de entender seus sentimentos, seus dramas e suas aventuras.

Conheço algumas pessoas que não ouvem. Conheço outros que escutam com a clara intenção de questionar, discordar, responder, enfim, palestrar em cima das ideias alheias. Pessoas inseguras, com o ego tão grande, enfim, tão surdas quanto um coqueiro.

Atrelada a habilidade de ouvir atentamente desenvolveremos outra também fundamental para arte de se relacionar que é saber fazer perguntas. Perguntas que demandam explicações e abrem o diálogo, aprofundam entendimentos, entrelaçam sentimentos e estabelecem vínculos.

Saber fazer perguntas pode inclusive economizar tempo e como já mencionamos antes, relacionamento é uma atividade de longo prazo, demanda o investimento em tempo, exige constância no contato e longa duração para trazer resultados efetivos.

Obviamente relacionamentos de longa duração envolvem o fator mudança. Se todos mudam o tempo todo, a frequência nos contatos servirá como um amortecedor para o embate das diferenças que certamente aparecerão no tempo.

Precisamos contar com isso em nossos relacionamentos. As pessoas mudam, se desenvolvem, amadurecem, mudam de ideias, endereços e companhias… Algumas vezes não reconhecemos mais os parceiros ou nem os motivos pelos quais ainda permanecemos no mesmo barco.

Para esta variável e para outras mais nos ajuda Jim Rohn:

“Você é a média das cinco pessoas com quem mais passa seu tempo”

Ou se preferir, como dizemos lá em casa:

Passarinho que voa com morcego acorda de cabeça para baixo

Quer mudar seus costumes, seu jeito e seus resultados: Mude suas companhias.

One thought on “RELACIONAMENTOS E O NETWORKER (2)

  • Roberto Conz

    Muito bom, parabéns.

    Um grande abraço.

    Responder

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